Todos os posts de Larguei Tudo e Fui

Somos Andrea e Bruno, nos conhecemos em dezembro de 2013, cinco meses antes de começarmos nossa viagem! Saímos de bicicleta com o objetivo de percorrer o Brasil, e talvez o mundo, escalando e passando por lugares maravilhosos no caminho. A gente nunca havia feito uma viagem de bike antes, mas arriscamos sair sem experiência mesmo, pois acreditamos que nosso aprendizado seria no dia a dia da estrada.

Sobre índios, política e Chikungunya…

No nosso caminho pra Belém, descobrimos que havia uma Reserva Indígena dos Apinajés, e fomos conhecê-los. Afinal, não há como conhecer o Brasil sem conhecer os verdadeiros brasileiros. É uma pena que não aprendemos nada na escola sobre as várias culturas indígenas que ainda existem (e lutam para existir) no país. Nossa ideia era passar uns dois dias por lá, mas fomos tão bem acolhidos que acabamos ficando quase uma semana! Para se ter ideia, se uma criança ganhava uma bolacha ou copo de suco, ao invés de dizer “é meu!”, vinham oferecer uma parte pra gente e insistiam até que a gente aceitasse. Todos ainda falam entre si na língua Apinajés e as crianças começam a aprender português somente depois dos oito anos, na escola da aldeia. Até essa idade as aulas são todas na língua materna e com foco na tradição deles. Foi com muita luta que conseguiram o direito de educarem suas crianças na própria cultura. Foi também com muita luta que adquiriram a demarcação de suas terras há alguns anos. É uma área suficiente para estabelecerem algumas aldeias espalhadas, mas não o bastante para fornecer toda a caça e coleta que eles tinham quando andavam livres pelo seu território. E quem pensa que aprendemos apenas sobre tradições, saiba que as conversas também eram muito conscientes sobre a atual situação política brasileira (e que dariam uma surra em qualquer discurso de ódio no Facebook, daqueles que não conseguem enxergar além do próprio umbigo).

De pensar que tem gente preconceituosa, que nunca tirou a bunda da cadeira pra ver a realidade, dizendo que esse é um povo preguiçoso por receber incentivo de programas sociais. Um povo que, na verdade, sempre tirou seu sustento da terra, mas teve sua terra invadida e saqueada, e agora são obrigados a se contentarem com o espaço reduzido como se fosse um presente de caridade. Quase todos eles plantam boa parte do alimento. Alguns vivem do extrativismo do coco babaçu ou trabalham como brigadistas em época de seca. Com o preconceito que sofrem, dificilmente conseguem algum emprego na cidade. Hoje eles precisam de dinheiro para ir à cidade, tirar documentos, comprar roupas e alguns alimentos extras, como café, sal e açúcar. No final, o dinheiro desses programas sociais é mixaria perto da quantidade de dinheiro que é sonegada pelas grandes multinacionais, que além de tudo estão destruindo nossa natureza em nome do consumo.

Uma vez, em Mateiros (TO), paramos para perguntar a um fazendeiro qual era a melhor opção de estrada pra sair da cidade. Ele começou a responder, mas de repente, mudou de assunto para um discurso esquisitíssimo de que ninguém nos ajudaria na estrada, pois hoje as pessoas não se ajudavam mais. A causa disso tudo, segundo ele? Os programas sociais do governo socialista comunista (??) que começou com FHC (oi?!) e continua até hoje, tornando as pessoas egoístas (?). A gente não queria falar de política, só precisávamos das informações da estrada, mas o cara se desembestou a falar e não parava mais. Agradecemos a ele no meio do seu discurso, falamos pra ele estudar um pouco de história e saímos fora. Mas aquele discurso sempre voltava para nossas conversas, justamente pela incoerência dele. Apesar de algumas pessoas não nos ajudarem no caminho (pessoas como esse fazendeiro), o que mais encontramos é a generosidade dos outros, e geralmente de quem menos tem bens para compartilhar.

Infelizmente, encontramos essa semana com outro fazendeiro como esse, aqui na reserva indígena, que se recusou a nos ajudar no momento em que mais precisamos. É que bem quando a gente estava pedalando até a última aldeia, depois de uns 10km, a Dea começou a sentir muita dor no quadril e nas coxas. Paramos um pouco pra ela sentar na beira da estrada e, em menos de cinco minutos, ela já tava quase com uns 40°C graus de febre. Fiquei bem preocupado, pois a temperatura dela subiu muito rápido e logo ela começou a tremer de frio. A gente tava em uma estrada de terra que liga duas cidades e corta todo o território dos Apinajés, mas havia pouco movimento de carros. Queria pegar uma carona para a cidade com uma caminhonete, para levar a Dea em um hospital o quanto antes, mas passou apenas uma caminhonete pela gente. Assim que eu acenei para pararem, eles aceleraram e nos deixaram lá. Senti que precisava fazer alguma coisa logo, pois a Dea já tinha vomitado e ficava cada vez mais quente. Decidi deixá-la sentada na beira da estrada, com uma camiseta molhada na testa dela, e fui pra aldeia mais próxima para tentar conseguir ajuda. Saí pedalando forte como nunca pedalei na vida, por três km, até encontrar uma barreira fiscal que os índios montaram para impedir a entrada de bebida alcóolica na reserva deles. Quando cheguei, dois indígenas (que haviam passado antes de moto por nós) conseguiram um frasco de paracetamol pra febre e já tinham arrumado um carro para buscar a Dea e trazer ao posto. Ela veio no carro, e um deles trouxe a bike dela pedalando. Depois de tomar o remédio, a febre dela baixou um pouco, mas ela ainda estava com bastante dor. Aproveitei que todos os carros eram parados na barreira pra tentar conseguir uma carona lá.

Logo parou uma caminhonete vazia, apenas com um fazendeiro de chapéu e cerveja na mão. Expliquei para ele nossa situação, a viagem de bike e da Dea, que precisava ir para o hospital. Ele não queria ouvir. No final, respondeu: “não dou caronas”. Expliquei de novo, quase como se ele não tivesse entendido, e pedi para ele olhar para a Dea, que estava passando mal na beira da rua, para ver que não era mentira. Ele olhou para ela, voltou o olhar e disse: “NÃO”. Passaram mais duas caminhonetes, e todos negaram a ajuda na minha cara, todos brancos endinheirados e cheios de preconceitos. Fiquei muito puto. Lembrei do fazendeiro de Mateiros que dizia que as pessoas não se ajudavam mais. Corrigindo, pessoas como ele não se ajudam mais. Pessoas como ele, que provavelmente também nunca precisaram da ajuda de programas sociais.

O cacique que nos recebeu nos dias anteriores soube da situação e nos encontrou lá. Também chamou uma ambulância, que chegou depois de algum tempo. Mas então não sabia se a gente ia e deixava as bikes lá, se a Dea ia e depois eu dava um jeito de ir para lá com as bikes. Mas no final, ela achava que já estava melhor e resolvemos esperar para ver se a gente arranjava uma carona que desse para levar as bikes também. Eles fizeram chá para a Dea, e uma mulher da aldeia ao lado nos chamou para almoçar na casa dela e descansar lá, enquanto a gente não conseguia a carona para a cidade. Mas em pouco tempo a Dea já estava com febre de novo, vomitando e, pior, sem conseguir andar, o que me deixou muito preocupado. Ainda bem que em pouco tempo o pessoal da casa arrumou uma caminhonete de um cara que estava indo para a cidade. Joguei as bikes e as tralhas na caçamba, de qualquer jeito mesmo, e fomos encarar 36km de areia até o hospital mais próximo. Não temos nem como agradecer todo o apoio que nos deram e a todos que se movimentaram para nos ajudar (não foram poucos). Chegamos no hospital às 15h (ela estava com febre de 40,5°C!) e saímos de lá às 19h, depois de três soros. Descobrimos que o que ela tinha era Chikungunya.

     Gratidão sem tamanho a todos que nos ajudaram. Se realmente existem as “pessoas de bem”, dá pra ver que são as que fazem algo pelo próximo, que realmente fazem a diferença com suas próprias atitudes.

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Como pagamos nossa viagem de bike?

Outra pergunta frequente: “Como fazemos para nos sustentar na estrada?”. Primeiro, juntamos dinheiro antes de viajar! Foram tempos sem bar (nem tanto rs), sem restaurante e sem gastos desnecessários. A gente também havia voltado a morar com os pais (e assim se corta as despesas com aluguel). Compramos com a grana guardada as bikes, os alforges, barraca e o fogareiro. Já tínhamos equipamentos de escalada, itens de fotografia, mochilas e roupas. E também ganhamos algumas coisas dos amigos e parentes.

Bikes carregadas na estrada!
Nossas bikes carregadas na estrada de Pocinhos do Rio Verde até Andradas (MG)

Quando começamos a viagem, rolava tanto medo de que o dinheiro acabasse, que a gente não gastava nadica de nada: pedimos comida em restaurantes, padarias e mercados, dormimos na beira da estrada, posto, base da polícia, ginásios de quadras poliesportivas e casas de pessoas muito generosas. Gastamos grana só com a compra de macarrão, granola, pasta de dentes e coisas assim. Sabe quanto deu o total de gastos desse primeiro mês? 61 reais!

Isso mesmo, você não leu errado!

Dividido por nós dois e pelos 30 dias do mês, deu o gasto de um real por dia, para cada um. Agora você, que pensa que deve ser muito caro fazer uma viagem pelo mundo, me diga se alguma vez gastou 30 reais em um mês, vivendo uma vida “normal”?

Depois de um tempo, passamos a cozinhar mais e a comprar (e não pedir rs) os alimentos no mercado, o que ainda é barato, pois nas cidadezinhas em que passamos tudo é a metade do preço de uma cidade grande. Quando ficamos mais dias em algum lugar, pagamos por camping, abrigos de escalada (tipo uma casinha para os escaladores ficarem perto da montanha) e pousadas. Mas ainda assim, gastamos muito menos do que o que a gente gastava para morar em São Paulo ou Sorocaba.

Viajar não é tão caro quanto se pensa. É uma questão de prioridade: você junta dinheiro para comprar um carro ou para fazer uma grande viagem? Só o que se gasta para viver uma vida convencional, com aluguel, carro, roupas, restaurantes e bares, não chega perto do que você gastaria em uma viagem de bicicleta com uma barraca e um fogareiro.

Para ganhar uma grana enquanto viajamos, fizemos e fazemos várias coisas diferentes. A Dea trabalhou um tempo com fotografia e tinha uma pilha de fotos impressas guardadas em casa, que levamos para vender nas praças. Não dá muito dinheiro e rende melhor em locais turísticos, mas é uma ajuda. O pessoal também prefere as fotos em que aparecem a gente ou nossas bikes no contexto. Agora também imprimimos adesivos, com um design nosso mesmo, desenvolvido no Photoshop, do jeito que deu pra fazer rs! Já fotografamos pousadas em troca de hospedagem e vendemos fotos em bancos de imagens online. É possível realizar muitos trabalhos pela internet, desde que a gente não fique dependente de ter wifi o tempo todo, pois gostamos mesmo é de ficar no meio da natureza, isolados de qualquer sinal. Também já recebemos ajuda da família em alguns casos, como na passagem que nos deram para passarmos uns dias em São Paulo.

Nosso primeiro dia de vendas de fotos!
Nosso primeiro dia de vendas de fotos!

Se você está curioso sobre os valores exatos da nossa viagem, nem nós sabemos mais rs! A gente ganha o dinheiro com a venda das fotos, depois gastamos esse mesmo dinheiro e também usamos nossas economias. Anotamos muitos valores e esquecemos de anotar muitos outros. Não queremos nos preocupar muito com isso, e sabemos que se um dia acabar a grana, podemos voltar a pedir comida e conseguir juntar mais umas economias. Vamos dar um jeito e curtir o que aparecer.

Mas se quiser uma referência de orçamento, o casal de cicloviajantes do Pedarilhos criou um post bem legal com todos os valores que eles gastaram em dois anos pela América Latina: Custo total de uma viagem de bike por 2 anos. Não é nada impossível de conseguir colocar em prática, né?

Na estrada conhecemos muitos outros viajantes, cada um com sua maneira de sustentar a trip, nada tão complicado assim. Uns fazem malabares, artesanato, sanduíches naturais, fotos, poesias… Outros vivem de freelancers de design, arquitetura, tradução, marketing, etc. Ainda há os que obtêm uma renda do aluguel de algum imóvel próprio e investimentos em fundos. Muitos trocam hospedagem e alimentação por serviços de jardinagem, pintura,  consertos e mão de obra geral. Todo tipo de renda é possível. Mas você vai fazer mais amigos que dinheiro rs!

No final das contas, é mais fácil do que parece. Tudo se torna uma possibilidade de ganhar dinheiro, quando você não busca e nem precisa ter muita grana. Isso se torna secundário, pois a gente começa a perceber que não vai faltar comida e água enquanto pudermos pedir. O chão serve de lugar para dormir em qualquer lugar do mundo. Banheiro existe em qualquer mato. Um dia temos mais conforto, no outro temos menos, mas o essencial está sempre conosco. Sem contar que na estrada a gente percebe que tem muita gente boa que quer nos ajudar, às vezes até  mais do que precisamos!

Se tiver mais perguntas para nós, deixe um comentário! Se tiver ideias de trampos, relatos de experiências, escreva também! Esse é um assunto que sempre enriquece trocar com as pessoas.

E bora colocar o pé na estrada, pois dinheiro não é desculpa nãaaao!

Mas vocês largaram tudo mesmo?

Uma das perguntas que a gente mais ouve é essa: “mas vocês largaram tudo mesmo?”. Siiim, largamos, estamos sem roupas, sem bikes, andando por aí, sem comer também! Eita, mas é claro que não rsrs! Estamos usando roupas (ufa!), temos duas bicicletas, barracas, fogareiro, panelas, e até equipamentos de escalada. O nome LARGUEI TUDO E FUI surgiu por causa da nossa vontade de deixar a vida que tínhamos e nos arriscar a viver algo completamente diferente. LARGUEI TUDO E FUI quer dizer que cada um de nós pode ter a atitude de realmente largar o que não nos traz felicidade na vida e buscar outras possibilidades. É deixar que algo de novo aconteça e nos surpreenda, com desapego, pois temos que nos desprender do antigo para que o novo possa chegar. Seja uma viagem ou um novo modo de viver, podemos arriscar sem medo de dar errado. Porque no final o que importa é tentar algo que faça sentido para você hoje, mesmo que amanhã isso mude, e então você pode largar tudo e seguir novamente de outra maneira!

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Toda nossa bagagem reunida na Chapada dos Veadeiros (GO)

Existem muitas pessoas que viajam pelo mundo em tempo integral. Alguns gastam mais, outros não gastam praticamente nada. Pode ser uma questão de escolha, não querer abrir mão do conforto, ou se aventurar sem grana alguma. Ou pode ser uma questão de necessidade, de gastar o que você tem. Se em um mês entra mais grana, você se dá algum luxo, se no outro não entrou nada, bora pedir rango! Não importa, desde que você esteja realizando o que quer. Dia após dia, a gente se organiza e se reorganiza, o essencial é desapegar. Um dia você pode estar em um hotel, no outro, dorme no chão de uma garagem e se sente feliz ao vivenciar os dois opostos! É aprender a largar tudo e ir, todos os dias, todos os minutos, porque no final é tudo impermanente mesmo. Confiar que as coisas vão dar certo sim e deixar o medo para trás.

A gente cresce com o pensamento de que se conseguirmos melhores trabalhos para ganhar mais dinheiro,  viveremos “mais tranquilos”. Só que quanto mais conquistamos, mais tememos perder nossa conquista, e assim seguimos com essa preocupação constante. Ainda existe um mito de que viajar é algo muito caro. Talvez seja, caso você queira viajar com pacotes turísticos em hotéis cinco estrelas. Mas você pode usar suas pernas ao invés de passagens para se locomover. Você pode cozinhar ao invés de comer em restaurantes. Você pode acampar ao invés dormir em camas com lençóis de sei lá quantos fios egípcios rs. Para viajar, você não tem que ganhar mais dinheiro, até porque não vai ter onde guardar mais bens materiais. Para viajar, você necessita ter apenas o necessário, e quando se dá conta de que precisa de pouco, se torna mais livre e com menos medos.

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Café da manhã com a melhor vista no hotel mil estrelas na Pedra da Mina (MG/SP)

Se você deseja largar tudo um dia, mas carrega motivos que te prendem à rotina, não tem problemas. A gente também carregava muitos motivos! Faça as coisas no seu tempo, mas faça. Pesquise sobre outras pessoas que estão vivendo algo semelhante ao que você busca, entre em contato com elas, troque ideias. As pessoas certas começam a aparecer “do nada” para te dar as dicas que precisa. Se for se sentir mais seguro, comece a juntar uma grana. Use o que gosta de fazer como uma moeda de troca na estrada. Há tantas possibilidades, você pode tocar, cantar, ensinar, traduzir, pintar, costurar, criar, consertar, escrever, fotografar, entre muitas e muitas outras coisas. Não se pergunte se é bom no que gosta de fazer. Apenas faça o que gosta de fazer. O resto se resolve. Confie. E dê o primeiro passo para largar tudo e partir!

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Pedal na melhor estrada do Brasil, tem ciclovia por toda a extensão! Entre Alto Paraíso de Goiás e São Jorge (GO).

Daqui um dia, um mês, um ano, sei lá quando, o blog fica pronto… Ficou!!!

Faz um ano, três meses e cinco dias que saímos de São Paulo com nossas bikes para viajar pelo Brasil. A gente queria era cair na estrada logo, então na época nem nos preocupamos em fazer blog, Face, Instagram, nada… Na verdade foi corrido até para fazer uma despedida com os amigos rs. Depois de mais ou menos um mês de viagem criamos uma conta no Instagram e no Facebook para atualizar nossos amigos sobre nossas andanças e trocar experiências com outros viajantes (e futuros viajantes). Ficamos surpresos de ver pessoas do Brasil inteiro que começaram a nos encontrar e escrever para a gente, pedindo dicas de bike, de viagem, demonstrando apoio e solidariedade, teve até gente nos oferecendo a casa para a gente ficar. Tentamos dar o máximo de informações possível por mensagens, mas muitas vezes percebíamos que o ideal seria se aprofundar no assunto em uma página.

Dissemos para muita gente que o blog estaria pronto em “uma semana”. Depois começamos a dizer que era “um mês”. Então mudou para “em breve”… Hahaha a gente mesmo quase não estava mais acreditando na inauguração desse blog!

Mas aqui estamos! Já escrevemos algumas coisas sobre a gente, nosso projeto, o roteiro e as “tralhas” que estamos levando. Nossa ideia é adicionar muito mais informações sobre as bikes, os lugares que conhecemos, nossas coisas, a rotina. Assim como contar os perrengues que passamos, os momentos mágicos, os medos, as esperanças.

No post anterior está o link para o vídeo que fizemos de um ano de viagem! Se não tiver visto ainda, dá uma olhada lá.

Ah, e deixem nos comentários aí embaixo, ideias para os próximos posts, o que gostariam de saber e curiosidades sobre as bikes e os equipamentos! Aos poucos vamos escrevendo e colocando procêis!

Valeeeu demais galera por estarem junto com a gente nessa viagem! Que seja um começo para a sua viagem! Boas vibrações, bons ventos e muuita gratidão! =)

Um ano de viagem e um vídeo para comemorar!

Há um ano que estamos na estrada! E para comemorar um ano, fizemos um vídeo com os melhores momentos!

365 dias, 52 semanas, 3.385km. Podemos contar os dias, a distância, os locais que passamos, os perrengues, os quilos que levamos, os capotes, a temperatura, os litros d’água e um tanto mais de coisas.

Mas o melhor da viagem é impossível de contar nos dedos: nossa infinita gratidão por todas as boas vibrações que recebemos de pessoas lindas. O apoio da nossa família, o entusiasmo de nossos amigos, as buzinadas animadoras da galera que cruza com a gente na estrada, a generosidade de quem nos acolhe em sua casa, a curiosidade das crianças, as mensagens carinhosas recebidas. 

Deixamos pessoas queridas em SP e muitas vezes a saudades bate forte. Mas também conhecemos pessoas de realidades tão diferentes da que vivíamos, pessoas que jamais encontraríamos, e que hoje são nossos novos amigos de coração. E isso não tem preço, não tem conta, nem cabe dentro da gente tamanha gratidão.