Nossa casa, quarto e cozinha

A casa

Ah, nossa barraca, nossa querida casa própria! Que nos acompanha dia após dia e resiste ao sol, chuva, vento, granizo e até às formigas. Antes de viajar o Bruno tinha uma barraca velha, que a gente não botava fé que fosse aguentar nem uma garoa. Então resolvemos investir em uma barraca nova, que compramos pela internet no exterior e pedimos para aquele “querido amigo que vinha do Estados Unidos” trazer na bagagem para a gente rs.

Foi uma longa pesquisa para encontrar uma barraca que fosse bem resistente à chuva forte e, ao mesmo tempo, bem leve para a gente carregar na bike.  Acabamos decidindo pela barraca Mica II, da The North Face, por ser auto-portante (dá para montar sem estacar no chão) e muito leve. A parte interna da barraca é inteira um mosquiteiro, o que diminui bastante o peso. E ela tem duas portas e dois avanços que permitem que a gente coloque toda nossa bagagem embaixo deles e também aumentam a circulação de ar, graças à ventilação cruzada sobre as portas.

A primeira manhã da viagem! Perto de Pirapora do Bom Jesus (SP)

Pegamos chuva forte e muito vento com a barraca e ela resistiu bem! O chão dela é um pouco fino e faz com que a gente fique com um pouco de medo de rasga-lo em pedras, espinhos e galhos. Usamos uma lona por baixo para que ela dure por mais tempo. Por outro lado, a estrutura dela foi muito bem projetada, pois as varetas (que são de alumínio) são encaixadas no sobreteto de um jeito que o teto não encoste, e assim a água do sobreteto não passa para dentro da barraca. Houve apenas uma vez em que deixamos a barraca montada por mais de uma semana, no Parque Nacional do Itatiaia, e ela acabou afrouxando, de tal maneira que o sobreteto encostava no teto em algumas partes e passava a umidade de fora para dentro… Vale lembrar também que a montagem dela é muito prática e que não foi projetada pra acampar durante dias, por isso com as variações de temperatura ela começa a afrouxar em alguns pontos.

A barraca é pequena, para duas pessoas, mas é espaçosa se comparada com outras da mesma categoria, pois ela tem uma boa sobra nos pés (ou na cabeça), até com o Bruno deitado (e olha que ele mede 1,83m), além do espaço exterior dos dois avanços.

Nossa casinha ambulante foi mais que aprovada e esperamos ficar com ela por mais um bom tempo rs!

O quarto – Nossos isolantes e sacos de dormir

Em Itatiaia (RJ) fazia tanto frio que usamos as jaquetas corta-vento para ajudar a aquecer nossos pés
Nesse dia colocamos nossas blusas por fora do saco de dormir nos pés, pois estava muito frio!

 

Começamos a viagem com nossos isolantes de EVA e um saco de dormir para cada um. Trocamos os isolantes (que já estavam finos, furados e acabados) e nos livramos de um dos sacos de dormir (afinal, estamos em lugares cada vez mais quentes). Hoje estamos com dois isolantes infláveis do Therm’A Rest, que são mais confortáveis e isolam melhor o frio que vem do solo. Eles são um pouco mais pesados que os isolantes de EVA, mas são mais compactos para levar, além de serem mais duráveis. Por outro lado, são sujeitos à furos, por isso temos que levar um kit de reparos para eles. E às vezes dá uma preguiça de encher eles antes de dormir (apesar de não levar nem um minuto para encher rs).

O saco de dormir é um bem leve (800g) e compacto da RAB (marca inglesa) e quando está aberto tem uma textura muito boa, parece um edredom rs, além de ser muito quente (a temperatura limite dele é 2.5°C). Levamos também uns lençóis da Sea to Summit, para usar por dentro do saco de dormir. Vale a pena, principalmente porque no final do dia de pedalada, com os pés sujos e sem banho, o que suja é o lençol, e não o saco de dormir que é bem chato de lavar. Eles também aumentam a capacidade de aquecimento do saco de dormir. Em noites mais quentes dormimos apenas com o lençol.

Não temos travesseiros. Pronto falamos! A gente sempre improvisa um apoio com roupas embrulhadas ou com a mochila, e para nós isso está de bom tamanho…

A cozinha – Fogareiro, panelas e acessórios

Saímos com um fogareiro à gás e duas panelas de camping, mas já mudamos o fogareiro e uma das panelas!

Preparo da comida no abrigo Rebouças, no Parque do Itatiaia (RJ)

O fogareiro à gás é prático e leve, mas o gás acaba muito rápido e é difícil de encontrar (além de ser caro para ficar comprando sempre). Então investimos em um fogareiro da MSR, que pode ser abastecido com vários tipos de combustível (inclusive gasolina). É um pouco mais pesado, mas vale a pena.

Ovos mexidos preparados no fogareiro à gás

As panelas são duas pequenas de camping da Azteq, uma mais funda e uma tipo frigideira. Elas foram ok, mas nada de mais… Possuem um revestimento anti-aderente, mas até que não é tão eficiente e, no final das contas, encontramos em qualquer mercado panelas maiores, mais simples e baratas que são até mais leves, e já trocamos por uma dessas rs.

Também levamos uma tigela com tampa para comer e picar os alimentos, um pote grande de plástico (que ajuda a misturar alimentos e umidificar tapioca), uma caneca, coadorzinho de chá, duas colheres, uma faca de serrinha e um canivete com faca. Bem pouca coisa, para economizar no peso, mas às vezes compensa levar mais algumas coisas para aumentar a praticidade.

Café da manhã: pão com lentilhas germinadas (huuuum!)Uma dica de amigos que salvou nossos lanches é ter um saquinho de voal (um tipo de tecido), onde podemos colocar lentilhas e outros grãos para germinar e assim comer um petisco saudável a qualquer momento.

Durante um bom tempo nós levamos caraminholas com água para beber, mas elas começaram a formar uma crosta de sujeira no fundo que não saiam de jeito algum. Compramos limpadores de mamadeira, colocamos água fervente com sabão, deixamos de molho, etc, etc, etc, mas nada adiantava 100%. Sem contar que tudo isso dava o maior trabalho. Então desistimos de vez delas e vivemos agora com garrafas PETs que compramos no mercado. Algumas duram mais, outras menos, e em cada troca de garrafa PET vamos sacando quais são melhores para a gente levar, rs.

No final, a própria experiência vai nos trazendo soluções e alternativas para os objetos que usamos no dia a dia. É curioso como a gente vem percebendo que gambiarras podem ser mais eficientes que produtos altamente tecnológicos (e caros) e que existem itens populares que funcionam melhor do que especializados, é só uma questão de ter paciência de encontrar.

O fato é que a única coisa mesmo que você precisa para largar tudo e ir é a decisão de partir. O resto se resolve por conta…

Lista de itens de acampamento:

  • Barraca
  • 1 Saco de Dormir
  • 2 Lençóis para Saco de Dormir
  • 2 Isolantes Térmicos
  • 1 Fogareiro + Garrafa de Combustível
  • 1 Lona 2×2
  • 2 Panelas
  • 1 Pote com tampa para comer e guardar comida
  • 1 Caneca
  • 2 cordins finos para gambiarras ou amarrar lona
  • 1 Canivete Multi-uso
  • 1 Pá pequena
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Andrea e Bruno, um casal que largou tudo para fazer uma viagem de bicicleta pelo Brasil!

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